Por que você continua fazendo o que já nem te dá prazer
O cigarro que você nem sente, a aposta que não diverte, a taça que já não alegra. O cérebro tem um sistema para querer e outro para gostar. Com a repetição eles se separam, e você passa a querer cada vez mais o que te agrada cada vez menos.
Você acende o cigarro e mal sente o gosto. Abre o aplicativo de apostas sem vontade nenhuma de ganhar. Serve a taça da noite e, no segundo gole, já sabe que não está bom. Rola a tela até uma da manhã sem rir de nada. E quando alguém pergunta "se isso não te dá mais prazer, por que você continua?", você não tem resposta. Às vezes é você mesmo quem pergunta, de frente para o espelho.
A pergunta é justa. A resposta vem de uma das descobertas mais importantes da neurociência do vício, e uma das menos conhecidas fora dela: querer e gostar são duas coisas diferentes no cérebro. Com a repetição, elas se separam. O querer cresce. O gostar fica igual ou diminui. Você passa a querer cada vez mais uma coisa de que gosta cada vez menos.
Antes de seguir, uma ressalva, porque este texto pode chegar a alguém que já se culpa bastante. Repetir uma coisa que perdeu a graça não é, por si só, uma doença. Usar uma substância, correr risco com o uso e ter um transtorno são situações diferentes, e só uma avaliação de saúde separa uma da outra. O que descrevo aqui é um mecanismo que aparece em todo mundo, em graus diferentes: no cigarro, na bebida, na aposta, na comida, na tela. E quando eu falar de orgulho e de egoísmo, não é xingamento. Na Virtologia, de Eduardo Casarotto, são dois sistemas do cérebro que todo ser humano tem. O vício não é fraqueza de caráter nem falta de amor. É outra coisa, e tem endereço.
Escrevi sobre a função da compulsão, o curativo apressado sobre uma dor que ninguém escutou, em O que a compulsão está tentando calar. Aqui quero mostrar a engrenagem por dentro: como o cérebro aprende a querer o que já não agrada, e em que pontos dessa engrenagem a virtude entra.
A balança que pesa tudo na mesma moeda
Existe no cérebro um conjunto de regiões que pesa o valor das coisas. A neurociência chama esse conjunto de rede de valoração. O centro dela fica logo atrás da testa: o córtex pré-frontal ventromedial e o córtex orbitofrontal, duas regiões tão ligadas que às vezes são tratadas como uma só. Elas trabalham junto com o estriado ventral, uma área mais funda, na base do cérebro, onde fica o núcleo accumbens.
Até o accumbens chega a via mesolímbica, o caminho da dopamina. Ela sai da área tegmentar ventral, no meio do cérebro, e termina ali. É o circuito de recompensa. Ele existe em todo mundo, e ele é bom. É ele que faz você querer comer, querer o abraço, querer voltar para casa. Sem ele, ninguém sai da cama.
Um achado da neuroimagem ajuda a entender o resto. Essas regiões medem o valor de coisas muito diferentes numa escala só: dinheiro, comida, aprovação, um objeto de consumo, uma droga. O cérebro converte o que é incomparável numa medida única para poder escolher. Levy e Glimcher (2012) chamaram isso de moeda comum do valor.
Daí sai uma ideia que muda o olhar sobre quem não consegue parar. O cérebro da pessoa com dependência não tem um circuito separado para a droga. Tem o mesmo circuito de todo mundo, pesando tudo na mesma moeda. O que mudou foi o peso. Cada substância chega a esse circuito por uma porta diferente, mas todas disparam dopamina no accumbens mais rápido e mais forte do que quase todo prazer natural, como descrevem Volkow, Koob e McLellan (2016). O accumbens anota: isso vale. Repetido algumas dezenas de vezes, o registro está feito. Quando o cérebro pesa as opções, a balança já chega pendida.
Casarotto lista o que esse circuito registra quando a substância ou o comportamento entra na vida de alguém. Registra prazer, que é o efeito direto. Registra conforto, que é o alívio da ansiedade, o desligar do corpo tenso, o sono de quem não dormia. Registra aprovação, que é a turma que aceita. E registra reconhecimento, que é a sensação de ser alguém. Guarde essa lista. Mais adiante ela explica por que parar sozinho deixa quatro buracos, e não um.
Querer e gostar são dois sistemas
Os neurocientistas Kent Berridge e Terry Robinson passaram décadas mostrando uma coisa que contraria o senso comum: a dopamina dessa via não é a substância do prazer. É a substância do querer. Eles chamam isso de saliência incentiva, que é a força com que uma coisa puxa o seu comportamento na direção dela (Berridge e Robinson, 2016). O gostar é outro sistema, com outra química, bem menor.
No começo, os dois andam juntos. Você quer e gosta. Com a repetição, o sistema do querer se sensibiliza: fica mais reativo, mais forte, mais fácil de disparar. O gostar não acompanha. Fica igual, ou diminui. É assim que se chega ao ponto que dá título a este texto.
Dois detalhes ajudam a se reconhecer nisso.
O primeiro é que o querer dispara com a pista. O lugar, o horário, o cheiro, a pessoa, a briga, o fim do dia, a sexta-feira. Cada pessoa tem as suas pistas, e o querer sensibilizado responde a elas cada vez mais depressa. Por isso a vontade aparece forte justamente quando o prazer já foi embora. Ela não está medindo o prazer. Está respondendo ao sinal.
O segundo é que esse querer pode mover o corpo sem que você sinta que decidiu. Quem convive com a dependência conhece a frase "quando eu vi, eu já estava lá". Não é mentira nem desculpa. É o sistema do querer, sensibilizado, operando abaixo da decisão.
O freio fraco e a pista que brilha
Se o querer cresceu, por que saber das consequências não basta para segurar? As pesquisadoras Rita Goldstein e Nora Volkow (2002) propuseram um modelo que responde a isso, e ele diz duas coisas ao mesmo tempo.
A primeira é sobre o freio. Em estudos com grupos de pessoas com dependência, aparecem dificuldades de inibição e alterações nas redes que avaliam e controlam a resposta. A segunda é sobre a pista. Tudo o que lembra a substância ganha um destaque maior do que deveria. A pista brilha demais.
Freio fraco e pista supervalorizada. Casarotto usa uma imagem que eu acho exata: um carro sem freio numa descida, com uma placa luminosa apontando para o precipício. Não adianta gritar para o motorista prestar atenção. Ele está prestando. O carro é que não responde.
Uma ressalva honesta. Esses dados vêm de grupos. Eles ajudam a entender por que saber nem sempre basta. Não permitem dizer como está o cérebro de uma pessoa só porque ela continua usando.
O modelo também aponta o que o cuidado precisa fazer: mexer nos dois lados. Diminuir a exposição às pistas, aprender estratégias para os momentos de risco, tratamento médico e psicológico, grupo de apoio. A Virtologia acrescenta o que fortalece o freio por dentro e baixa o valor da pista na raiz, que é a virtude treinada até virar parte da pessoa.
Do prazer ao alívio
A terceira peça vem de George Koob e Michel Le Moal (2001; 2008), e talvez seja a que mais explica o que as famílias veem.
No começo, o uso é impulsivo e funciona por reforço positivo: a pessoa usa para ter prazer. É a fase do "eu uso porque gosto, eu paro quando quiser". Naquele momento, ela não está mentindo. O sistema ainda é esse.
Com a repetição, o uso pode passar a servir cada vez mais para aliviar um estado ruim. Koob e Le Moal descrevem isso pela alostase: os sistemas de recompensa e de estresse se adaptam, e essas adaptações participam da ansiedade, da irritação e do mal-estar que acompanham a dependência. A substância alivia por um tempo, e o alívio reforça a repetição. É o que se chama reforço negativo, um comportamento que se fortalece porque tira um desconforto. Isso não quer dizer que todo mundo percorra a mesma sequência, nem que aquele seja o único alívio possível. Mas, quando o caminho é esse, a pergunta "por que você continua?" ganha outra resposta.
Flávia Fontana, diretora científica do Instituto Virtudes, resume assim: "A substância alivia a angústia, a dor emocional e a falta — ainda que por pouco tempo — e o cérebro registra essa solução como caminho válido."
Essa frase explica por que parar na força é tão duro. Quando a pessoa para, o estado ruim não vai embora. Ele fica ali por semanas, às vezes meses, sem a única coisa que aliviava. Pede-se a alguém que aguente um corpo em alarme permanente na base da vontade. Alguns conseguem. A maioria não, e não por fraqueza. É por isso que o tratamento médico da abstinência importa tanto: ele baixa esse mal-estar e dá à pessoa fôlego enquanto o resto se constrói.
As seis estações do ciclo
Até aqui foi neurociência, de fora da Virtologia. Agora entra a leitura de Casarotto, que junta essas peças num ciclo de seis estações. Quem vive isso costuma reconhecer cada uma.
Primeira: a Falta. É o nome que a Virtologia dá ao buraco de fundo que move a pessoa. Ele tem três formas. A falta de unidade, que é a sensação basal de não estar inteiro, anterior a qualquer história. O mal-vivido, uma experiência que marcou o corpo e volta a disparar diante de tudo o que se parece com ela. E o não-vivido, a competência que nunca se formou: tolerar frustração, esperar, ouvir um não, ficar sozinho, sentir-se importante sem plateia. A Falta é um conceito da Virtologia, não uma energia guardada num ponto do cérebro. Sobre ela aparece um estado ruim: ansiedade, vazio, vergonha, tédio, raiva.
Segunda: a pista. Alguma coisa de fora ou de dentro acende o registro. Não precisa ser grande. Uma sexta-feira basta.
Terceira: o querer. O sistema sensibilizado dispara. Não é vontade, é puxão. E o freio, fraco, não segura.
Quarta: o uso, e o alívio. Por algumas horas o corpo volta ao ponto de ajuste, a Falta fica coberta, e o registro anota mais uma vez: isso resolve.
Quinta: a vergonha. Passado o efeito, vem o olhar para si: "de novo". A vergonha é uma ferida na necessidade de importância. Ela dói no mesmo lugar em que dói ser excluído. E o que dói pede anestesia.
Sexta: a Falta, maior. Agora, além do buraco de antes, há o buraco que o uso abriu: o dinheiro que faltou, a confiança que quebrou, a promessa que não se cumpriu. O corpo, em alostase, está pior do que estava. Diante de um buraco maior, o cérebro procura o que ele conhece para tapar buraco.
E o ciclo volta para a primeira estação, mais fundo.
Repare em duas estações. A quinta é o orgulho. E a quarta, na minha leitura à luz da Virtologia, é o egoísmo trabalhando. O egoísmo, que a Virtologia chama de SNE, Sistema Neurofuncional do Egoísmo, põe o meu alívio de agora acima de tudo. O orgulho, o SNO, Sistema Neurofuncional do Orgulho, sente a perda de importância como ameaça e pede que ela pare de doer. Expliquei os dois lado a lado em O orgulho não é o que você pensa. Nenhum dos dois é defeito de gente ruim. São os dois modos mais antigos que o cérebro tem de responder a um vazio que ele lê como risco.
Por que só parar não fecha o buraco
Todo ciclo desse tipo tem uma característica: ele não tem saída pelo meio. Atacar só a quarta estação, o uso, enquanto as outras cinco continuam rodando, é como tirar um vagão e deixar o trem andando nos mesmos trilhos.
Lembra da lista do que o accumbens registra? Quando a pessoa para, ela não perde uma coisa. Perde quatro. Perde o prazer. Perde o conforto. Perde a turma. E perde a sensação de ser alguém. Se o cuidado repõe só a abstinência, ele não repõe nenhum dos quatro. E o cérebro, que continua com o registro alto, volta a procurar.
Por isso, na Virtologia, a pergunta do tratamento não é "como desligar o circuito". Ele não se desliga, e nem deve, porque é o mesmo que faz você querer o abraço e a comida. A pergunta é outra: o que mais pode entrar nesse registro com valor alto o bastante para competir com a substância?
Essa pergunta vale também para quem não usa droga nenhuma. A taça, a aposta, a tela e o doce da madrugada passam pelo mesmo circuito. Tirar o objeto sem pôr nada no lugar deixa o registro esperando a próxima pista.
Se quem continua é alguém que você ama
Quem convive com a dependência costuma carregar uma pergunta calada: "o que eu fiz para ele gostar mais disso do que de mim?". Nada. Quando a pessoa escolhe a substância em vez de você, ela escolhe com a balança torta. Naquela hora, o registro alterado pesa mais. Isso não obriga você a aceitar o comportamento, e limite continua sendo necessário. Mas libera você de uma pergunta que parte de uma premissa errada: a de que ele ama menos.
Quando ele diz "eu não sinto mais prazer, eu uso porque preciso", vale acreditar. É a descrição exata da passagem do prazer ao alívio.
E há um ponto do ciclo em que a sua palavra entra. Casarotto chama atenção para a recaída que vem logo depois de uma humilhação: uma bronca, um "você nunca vai mudar", um olhar de desprezo. É a quinta estação virando a sexta. Isso não faz da família a causa da dependência. Quer dizer só que existe um lugar no ciclo onde a sua fala cai, e você pode escolher o que colocar ali. Vergonha pede acolhimento, não castigo. Acolher não é aprovar. É dizer o fato sem rebaixar a pessoa.
Onde a virtude entra, e em que ordem
Se o ciclo tem seis estações, ele tem seis pontos de intervenção. A Virtologia escolhe entrar em quatro: na Falta, no querer e nas pistas, na vergonha e na Falta maior. Em cada um deles trabalha uma virtude, e nenhuma trabalha sozinha. A ordem segue a Pirâmide das 33 virtudes.
A Humildade abre. Ela é o trabalho direto sobre o orgulho, e é ela que desarma a quinta estação. Errar, recair, ter perdido posição não faz a pessoa valer menos. Sem Humildade, a vergonha vira combustível, e a promessa feita no dia seguinte já nasce com cara de próxima recaída.
A Abnegação entra em par com ela. É o trabalho direto sobre o egoísmo: o meu alívio deixa de ser a única coisa que pesa. Casarotto vê aqui o outro lado da moeda comum do valor. Se o circuito registra prazer, conforto, aprovação e reconhecimento, a satisfação de considerar o outro também pode entrar nesse registro e ganhar peso. Estudos de treinamento de compaixão encontraram mudanças no comportamento e em medidas cerebrais de adultos saudáveis (Weng e colaboradores, 2013; Klimecki e colaboradores, 2013). Vale marcar o limite: eles estudaram aquelas práticas e aquelas pessoas, não a dependência nem o trabalho das virtudes. A ponte com o vício é proposta da Virtologia.
Depois vem o resto da Base. O Perdão, começando por si, impede que a culpa vire combustível para o próximo uso. Na sexta estação entram a Aceitação e a Responsabilidade: aceitar o estrago sem se afogar nele, assumir o que é seu sem carregar o que não é, e seguir. O ciclo se alimenta, mais do que de qualquer outra coisa, do desespero de quem olha o buraco maior e conclui que não tem mais jeito. Na Base também estão a Perseverança, que encurta o intervalo entre cair e tentar de novo, a Individuação, que tira a plateia do comando, e o Estado de Certeza, que deixa a pessoa agir antes de ter garantia do resultado.
Só então vem o Desenvolvimento. A combinação canônica da Virtologia para o vício, a compulsão, o impulso e o imediatismo é Humildade, Abnegação, Verdade, Brandura, Paciência, Responsabilidade e Aceitação. A Verdade, para parar de esconder o uso de si e dos outros. A Brandura, para dar tempo entre o puxão e o ato. A Paciência, para suportar que o registro mude devagar. As três são do Desenvolvimento e pedem a Base antes. A Brandura, por exemplo, só se sustenta onde já há Humildade, Aceitação, Abnegação, Responsabilidade e Individuação. Sem isso, ela vira calma de fachada.
No querer e nas pistas, Casarotto procura ampliar as outras fontes de valor: o vínculo, a Utilidade, o Cuidado com o Corpo, Honrar a Família. Também são do Desenvolvimento, e também pedem o que vem antes. A Utilidade exige Abnegação, Responsabilidade e Perseverança. O Cuidado com o Corpo exige Humildade, Aceitação e Individuação. Honrar a Família exige Aceitação, Perdão e Individuação. No horizonte, no Topo da Pirâmide, está a Ajuda ao Próximo, que é a Utilidade levada ao Topo.
E na Falta, a primeira estação, o trabalho é construir a competência que faltou e tirar da carência as necessidades que estão vazias. Para que o buraco de baixo diminua de verdade, e não fique só coberto.
Medir o que o cérebro separou. O querer sensibilizado se esconde porque parece prazer. A prática desta semana é dar dois números diferentes para duas coisas que você sempre tratou como uma só.
- Escolha uma repetição só. O cigarro da volta para casa, a taça de toda noite, a aposta do intervalo, a rolagem antes de dormir. Uma.
- Antes, dê uma nota ao querer. De 0 a 10, quanto aquilo está puxando você agora. Ao lado, anote a pista: onde você está, que horas são, com quem, o que tinha acabado de acontecer.
- Depois, dê uma nota ao gostar. De 0 a 10, quanto você gostou de fato. Não quanto esperava gostar.
- Escreva em uma linha o que aquilo tirou de você. Cansaço, tédio, ansiedade, raiva, vazio, vergonha. Se essa linha sai mais fácil do que a do prazer, você está no alívio, não no prazer.
- Repare no que você se diz depois. Se vier "de novo" ou "eu não tenho jeito", troque por uma frase de fato: hoje a pista foi a sexta-feira, o querer foi 8, o gostar foi 3. A frase de fato informa. A frase de castigo alimenta a quinta estação.
- No sétimo dia, olhe a distância entre as duas colunas. Ela mede o querer sensibilizado, não o seu caráter. Leve essa folha para quem acompanha você e montem juntos um plano para as pistas mais fortes.
Um aviso sobre o passo dois. A pista nem sempre vem de fora. Muitas vezes é um estado: o vazio do domingo, a briga que não terminou, a mensagem que chegou. Anote mesmo assim. O que tem nome deixa de decidir sozinho.
O registro pode ser escrito de novo
Nada disso promete que o querer vai sumir. A pista continua existindo, a sexta-feira continua chegando. O que muda, quando o trabalho é feito, é o peso. O registro que ficou alto porque foi escrito muitas vezes é reescrito do mesmo jeito: muitas vezes, com atenção, todos os dias. Não por um discurso nem por uma decisão de ano-novo. Por repetição.
Talvez esse seja o ganho mais concreto de separar o querer do gostar. Enquanto parece prazer, você briga com uma vontade que acha que é sua. Quando você vê que é um puxão aprendido, respondendo a pistas, dá para trabalhar as pistas, o freio e, por baixo deles, o buraco que o uso estava cobrindo.
Se o que você reconheceu aqui envolve álcool, remédios ou outras drogas, não pare de repente e sozinho: a abstinência de algumas substâncias pode ser perigosa e pede acompanhamento médico. Procure uma Unidade Básica de Saúde ou um CAPS AD, que atendem pelo SUS, e considere um grupo de apoio. Diante de sinais de overdose, convulsão ou confusão intensa, ligue para o SAMU, no 192. Se a vontade de usar vier junto com a vontade de sumir ou de morrer, ligue para o CVV, no 188, de graça e a qualquer hora. Pedir ajuda faz parte do tratamento.
