Alquimia das Virtudes Alquimia das VirtudesBlog · por Isabella Becker
Comportamento

O vício que todo mundo aplaude

Trabalho sem pausa, treino que não pode faltar, compra que "ficou linda", procedimento que "rejuvenesceu". Algumas compulsões recebem elogio em vez de preocupação. Por fora, parecem virtude. O que separa uma da outra é o motor.

Por Isabella Becker · Alquimia das Virtudes

Se as pessoas elogiam você exatamente pelo que anda te consumindo, este texto é para você. A dedicação que não para nem no domingo. O treino que não pode faltar, nem com o joelho doendo. A compra que "ficou linda". O procedimento que "rejuvenesceu". Você ouve "que dedicação", "que disciplina", "que bom gosto", e por dentro sente algo que não combina com o elogio: um cansaço que não passa, um vazio que volta, um medo de parar que você não sabe explicar.

Eduardo Casarotto, criador da Virtologia, dedica um capítulo do livro O Que Nos Prende a essas compulsões. E ele abre a questão com uma comparação simples:

"Quando a pessoa bebe demais, a família se preocupa. Quando ela trabalha demais, a família se orgulha." — Eduardo Casarotto

Antes de seguir, uma ressalva importante. Trabalhar muito, treinar, cuidar da aparência e comprar o que se precisa são coisas boas. Ninguém aqui está mandando parar. E dedicação não é vício. Uma grande revisão de Clark e colaboradores, de 2016, mostrou que o vício em trabalho anda junto com o perfeccionismo e com a personalidade apressada e competitiva, mas não anda junto com a conscienciosidade, que é o traço de quem é organizado e responsável (Clark e colaboradores, 2016). Ser dedicado e ser viciado são coisas diferentes. O que este texto procura é o ponto em que uma vira a outra. E o orgulho, que vai aparecer bastante, não é um defeito de algumas pessoas. É um sistema que todo cérebro humano tem, o meu inclusive.

Elogio pelo sintoma

Casarotto conta de uma festa de aniversário numa família que ele acompanhou. O aniversariante tinha parado de beber, e na hora do parabéns todo mundo fez questão de dizer o quanto ele tinha mudado. Agora ele acordava de madrugada para correr. Tinha aberto a segunda loja. Tinha emagrecido. Brindaram com suco. Mais tarde, na cozinha, a esposa disse baixinho: "Doutor, ele parou de beber. Mas ele continua não estando em casa."

A cadeira dele na mesa do jantar continuava vazia, do mesmo jeito que ficava quando ele estava no bar. Ele tinha trocado o copo pela planilha e pelo tênis de corrida. E todo mundo aplaudiu.

É isso que torna essas compulsões as mais difíceis de tratar, segundo Casarotto: a pessoa recebe elogio pelo sintoma. Quando ela compra demais, as amigas elogiam a roupa. Quando treina demais, ganha seguidores. Quando faz mais uma cirurgia, todo mundo diz que ficou linda. Ninguém desconfia de uma coisa que dá aplauso de verdade.

Na bebida, o copo erguido imita o aplauso: é o brinde, o "você venceu e nós estamos vendo". No trabalho, na academia, na sacola de marca e no corpo operado, o aplauso não é imitação. É aplauso de verdade. O símbolo virou literal.

O orgulho vestido de virtude

Na Virtologia, o orgulho é um sistema do cérebro, o SNO, Sistema Neurofuncional do Orgulho. Ele nasceu para garantir que a gente tivesse lugar no grupo. Para os nossos antepassados, ficar de fora significava não sobreviver, e o cérebro guardou esse medo. Por isso o SNO compara você com os outros o tempo todo, sem pedir licença. Expliquei esse sistema em O orgulho não é o que você pensa.

O elogio mexe direto nesse sistema, e mexe no corpo. A ínsula anterior, uma região dobrada para dentro do cérebro, na altura das têmporas, transforma a subida de posição em sensação: o calor no peito, o peito que se expande, o arrepio do triunfo. E o circuito da recompensa, que leva a dopamina do meio do cérebro até o núcleo accumbens, no fundo do cérebro, abaixo da testa, não registra só o prazer. Registra também a aprovação e o reconhecimento. Cada "que dedicação" é anotado ali como caminho certo.

Casarotto dá a essas compulsões um nome: o orgulho vestido de virtude. O orgulho aprendeu a se fantasiar de dedicação, de disciplina, de bom gosto e de cuidado consigo. Entre os 23 mecanismos de defesa que a Virtologia descreve, um explica muito disso: a sublimação, que pega um impulso que não pode sair de um jeito e o faz sair de outro, aceito e até admirado. Ela produz coisas reais e boas. Só que, enquanto é defesa, ela canaliza sem resolver, e vira um canal que não pode parar, porque parar seria reencontrar o conflito de origem. E pode endurecer no que Casarotto chama de couraça do produtivo incansável, a máscara do realizador que não sabe descansar. Endurecida, ela vira perfeccionismo e compulsão ao trabalho, "a defesa vitoriosa que escraviza o vencedor".

"A virtude e a defesa com aparência de virtude fazem as mesmas coisas por fora. O que muda é o motor." — Eduardo Casarotto

Por fora, a pessoa dedicada e a pessoa compulsiva acordam cedo, cumprem prazos e entregam muito. A diferença está no que move cada uma. Uma trabalha por propósito. A outra trabalha para não sentir, ou para ser vista.

O trabalho que dá promoção

A Virtologia descreve três ondas do trabalho. Na primeira, trabalho para sobreviver: faço porque preciso comer. Na segunda, trabalho por poder e competição: faço para vencer, para ser mais que os outros. Na terceira, trabalho por propósito: faço porque é a minha contribuição ao mundo. Casarotto diz que o viciado em trabalho está preso na segunda onda. Ele trabalha para a plateia. O cargo virou identidade, e o sucesso virou prova de valor. Por fora parece missão. Por dentro, é a fome de importância e de competição fantasiada de propósito.

A ciência mediu o tamanho disso. Numa amostra representativa de 1.124 trabalhadores da Noruega, Andreassen e colaboradores encontraram 8,3% de pessoas com vício em trabalho (Andreassen e colaboradores, 2014). E a revisão de Clark mostrou que esse vício se liga a esgotamento, estresse, conflito entre trabalho e vida pessoal e pior saúde física e mental.

O caminho tem os mesmos três tempos de todo vício. A porta de entrada costuma ser cedo: a criança que só era vista quando tirava nota boa, e que aprendeu que valia pelo que fazia. O pico é o primeiro grande reconhecimento, a promoção, o projeto entregue na frente de todo mundo. E a escalada é previsível. Mais horas. O celular na mesa do jantar. A mensagem de trabalho respondida de madrugada. As férias que nunca acontecem.

E existe abstinência. Casarotto descreve uma pessoa que tinha terror dos fins de semana sem agenda, que não conseguia simplesmente estar em casa sem fazer nada. Para o viciado em trabalho, o sábado livre é a crise.

A Virtologia mapeia 51 necessidades humanas, e olhando por elas dá para ver o que o trabalho compulsivo paga. Ele paga, em excesso, a necessidade de Realizar, conquistar, concretizar e legado. E paga também Importância, Competição, Confiança e credibilidade, Segurança e Controle. Ao mesmo tempo, bloqueia outras: o Vínculo familiar/amizade, a Diversão, o Restauro e regeneração integral, a Introspecção. Casarotto resume numa frase: a pessoa conhece a obra, mas não conhece o motor da obra. Por isso, ele escreve, o vazio costuma chegar justamente ao topo. Quem chegou lá pela onda do poder descobre que ela não dá sentido. E o que faz quando descobre? Trabalha mais. Escrevi mais sobre as ondas do trabalho em Você trabalha pra viver, pra valer ou pra ser?.

O treino que não pode faltar

Movimento corporal é uma das 51 necessidades, e sentir falta do treino não é, sozinho, sinal de nada. Um dia sem treino não é teste diagnóstico, e ninguém precisa interromper uma atividade indicada para provar que tem controle.

Mas a vizinhança com a comida aparece cedo. Um estudo com 1.665 frequentadores de academia encontrou risco de dependência de exercício em 30,7% deles. Entre quem tinha sinais de transtorno alimentar, o número subia para 60,2%. Entre quem não tinha, ficava em 24,7% (Trott e colaboradores, 2020). Onde a comida está em guerra, o treino costuma estar em excesso.

A Faixa de Evolução mostra o motor. A Virtologia descreve sete faixas, os graus de maturidade com que cada pessoa vive cada área da vida. Quando se pergunta a alguém quanto, de fato, ele faz exercício, a resposta muda conforme a faixa. Numa faixa mais primitiva, a da Sensação, a resposta é: "Faço bastante, para ser desejado." No Pré-Desenvolvimento: "Tenho disciplina para manter a saúde e ter uma boa aparência." É a disciplina exibida. No Sentir, uma faixa mais madura: "Faço apenas para manter o corpo saudável." Quem está no Sentir não treina menos por preguiça. Treina pelo motivo certo. O corpo serve ao propósito, e não à plateia.

O exercício compulsivo costuma pagar Movimento corporal em excesso, Estética, Competição, que é o tempo, a carga, o ranking do aplicativo, e Controle, porque o corpo às vezes é o único território que a pessoa sente que controla. E paga Importância o tempo todo. Casarotto escreve que o vício do corpo infla três necessidades: a Estética na vitrine, o Conforto no descuido e a Importância nos dois.

O espelho que nunca devolve o que promete

Na estética, o desenho fica ainda mais claro. Sobre a pessoa que faz cirurgia atrás de cirurgia para alcançar um padrão ideal, Casarotto escreve que a Falta é de autoestima ou de aceitação da própria imagem, e que a busca da perfeição física serve para obter aprovação e importância. E, ao falar dos transtornos alimentares, deixa uma frase que vale aqui inteira: o corpo é a tela onde se projeta um conflito que não é sobre o corpo.

A psiquiatria tem um nome para a forma mais grave disso, o transtorno dismórfico corporal: a pessoa vê no próprio corpo um defeito que os outros não veem, ou veem muito menor, e sofre muito por causa dele. Num estudo com 200 pessoas com esse transtorno, 31% tinham buscado procedimentos estéticos e 21% tinham feito. Só 2% desses procedimentos melhoraram o quadro a longo prazo, e alguns criaram novas preocupações com a aparência (Crerand, Menard e Phillips, 2010). Arrumou o nariz, o problema foi para o queixo. Arrumou o queixo, foi para a barriga.

E o Brasil está no centro disso. Segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética, em 2024 o país fez cerca de 2,3 milhões de cirurgias estéticas, o primeiro lugar do mundo (ISAPS, 2025).

Nada disso quer dizer que toda cirurgia plástica seja doença. Não é. O problema nunca é o objeto. É o lugar que ele ocupa. Quando a pessoa precisa da próxima mudança para conseguir se olhar, o objeto já ocupou o lugar dela mesma.

A sacola que fica com a etiqueta

As compras seguem a mesma lógica, e eu já escrevi sobre elas em Por que você gasta quando está mal. Aqui vale só um detalhe que o livro destaca. O pico das compras está no momento de comprar, não no de ter. É o carrinho, o "finalizar compra", a sacola na mão saindo da loja. Por isso a peça fica com a etiqueta no armário. Ela nunca foi o objetivo. O objetivo era o instante da compra. É o querer sem o gostar em estado puro: o cérebro quer cada vez mais uma coisa de que gosta cada vez menos. Casarotto chega a dizer que a compra e a aposta são primas.

Quem fica de fora do aplauso

Se você colocar as quatro compulsões lado a lado, aparece um desenho. Cada uma recebe um elogio, paga uma necessidade e deixa alguém de fora:

Casarotto ensina a separar saúde de sintoma com um sinal fino: o que o comportamento faz com o outro. A compulsão sempre deixa alguém de fora. Nas compulsões aplaudidas, muitas vezes, quem fica de fora é a própria pessoa. O Self dela, o eu profundo, que vai ficando sem lugar entre a agenda, o treino e o espelho.

Virtude ou defesa?

Então como saber? A meta não é largar o objeto. É trocar o motor. E o motor aparece nas respostas a algumas perguntas. As primeiras são as quatro que Casarotto chama de manejo do charuto: prazer ou alívio, para quem você faz, o que acontece quando ninguém vê, desde quando. Eu as explico uma a uma em Ninguém fuma só nicotina, e elas servem do mesmo jeito para o cargo, o treino, a sacola e o espelho.

Para as compulsões aplaudidas, ele acrescenta duas perguntas que vão direto à identidade. Elas não diagnosticam nada, mas ajudam muito:

Há ainda um sinal que costuma enganar. Casarotto escreve que, onde o sofrimento surge diante de uma boa notícia, vale procurar a vitrine: a vida inteira apoiada num foco só. A aposentadoria conquistada que vira depressão. A meta batida que vira vazio. Escrevi sobre isso em A vitrine perfeita que esconde uma casa vazia.

Trocar o motor sem desmontar a obra

Quando a relação com o trabalho, o exercício, a aparência ou as compras causa sofrimento e prejuízo, o primeiro passo é uma avaliação de saúde. A Virtologia entra junto, nunca no lugar dela. E ela não propõe desmontar a obra. Casarotto escreve que o trabalho virtológico mantém a obra e trata a origem, até que a pessoa produza por propósito, e não por fuga. A loja pode continuar. O treino pode continuar. O que muda é o motor.

E o motor se troca com virtudes, na ordem da Pirâmide. A Humildade vem primeiro, porque é ela que tira a fantasia do orgulho. Casarotto resume a Humildade numa frase:

"humildade não é o que você tem ou deixa de ter. É se você precisa disso para valer alguma coisa." — Eduardo Casarotto

O cargo, a sacola, o tempo de corrida, o rosto novo. Você precisa disso para valer? Se precisa, é ali que a Humildade trabalha. E a Abnegação acompanha a Humildade desde o começo, em par, em práticas pequenas: reservar tempo para o filho, escutar a amiga até o fim, participar de uma tarefa comum sem precisar liderar.

O resto da Base vem junto. A Aceitação do corpo que se tem, do limite, do envelhecimento, do cargo que não veio. O Perdão, a si mesmo e a quem só via a criança quando ela tirava nota boa. A Responsabilidade com a dívida, com a saúde e com a família, sem esconder. O Estado de Certeza, porque por trás de muito trabalho compulsivo está o medo do fracasso e da falta de segurança. A Perseverança, para o ritmo comum, que não rende aplauso. E a Individuação, que aqui é decisiva, mas vem depois da Humildade, e não antes. Casarotto avisa que se individuar sem tratar o orgulho é trocar a plateia de fora por uma plateia de dentro que aplaude.

Só depois vem o Desenvolvimento. A combinação que a Virtologia indica para vício e compulsão junta à Base três virtudes desse andar: a Verdade, a Brandura e a Paciência. A Verdade, que precisa antes da Humildade e da Responsabilidade, desfaz a parcela escondida e a mentira sobre o preço. A Paciência, que depende da Humildade e da Abnegação, sustenta o resultado que demora e não rende foto. A Brandura só se sustenta quando Humildade, Aceitação, Abnegação, Responsabilidade e Individuação já têm algum chão, e começa por você mesmo: o perfeccionista fala consigo com tirania, e a tirania de dentro é a outra face do aplauso de fora.

Para as compulsões aplaudidas, Casarotto destaca ainda a Busca do Melhoramento, que depende da Humildade, do Perdão e da Perseverança. E ela precisa ser a verdadeira, a que trabalha a fraqueza em vez de escondê-la sob a força. O viciado em trabalho e o atleta compulsivo parecem estar sempre melhorando, mas estão escondendo a fraqueza sob a força. A Busca do Melhoramento de verdade olha para o que dói: a solidão, o casamento que não vai bem, o vazio do primeiro minuto de silêncio. E, para quem está preso no treino ou no espelho, o Cuidado com o Corpo, que depende da Humildade, da Aceitação e da Individuação. Sem Humildade, o corpo vira vitrine. Sem Aceitação, o corpo é rejeitado. Sem Individuação, o corpo é o que o grupo aprova.

O Topo da Pirâmide, com o Amor ao Próximo e a Ajuda ao Próximo, fica como horizonte: chega-se a ele depois de todo o caminho de baixo. A relação com o trabalho amadurece quando ele deixa de ser troféu ou fardo e vira serviço. O corpo deixa de ser vitrine e vira instrumento para servir. Quem está servindo não precisa de plateia.

Uma prática para esta semana

O motor por trás do aplauso. O objetivo não é parar nada. É descobrir o que o aplauso está pagando.

  1. Anote os elogios da semana. Cada "que dedicação", "que disciplina", "ficou linda". Ao lado, o que você sentiu na hora: calor no peito, alívio, nada. Assim você começa a ver o que o aplauso mexe em você.
  2. Olhe para quem ficou de fora. No fim da semana, liste o que ficou sem você: o jantar em família, o filho, a amiga, o seu próprio descanso. Sem se julgar. Só ver.
  3. Fique meia hora sem agenda. Num dia livre, sem tarefa, sem treino, sem tela. Anote o que aparece no primeiro minuto de silêncio. Se for inquietação, ela também é informação.
  4. Responda por escrito às duas perguntas da vitrine. Quem é você além disso? O que você faria da vida se ninguém estivesse olhando? Se a resposta demorar, a demora também é resposta.
  5. Faça uma coisa boa por alguém sem contar para ninguém. Uma só, nesta semana. E repare em como você se sente. É ali que começa o motor novo.

Para quem vive perto de alguém assim, Casarotto deixa um pedido claro: não aplauda o sintoma, aplauda a pessoa. Em vez de "que dedicação, trabalhou até meia-noite", diga "senti sua falta no jantar". Em vez de "que corpo", diga "que bom ter você aqui". E, se ele parou de beber e se jogou no trabalho ou na academia, pare de dizer "pelo menos não é droga". Se o motor não mudou, é a mesma pessoa em outra estação do mesmo ciclo. Os filhos estão olhando, e aprendem o que vale pelo que a família aplaude.

O elogio não precisa sumir da sua vida. Ele só deixa de ser o combustível. Quando a pessoa já não precisa da plateia para valer alguma coisa, ela pode continuar trabalhando, treinando e se cuidando, agora por inteiro, e com tempo de sobra para estar em casa.

Algumas situações pedem cuidado de saúde antes de qualquer reflexão. Treinar machucado, treinar para compensar o que comeu, ficar sem comer para caber na roupa, vomitar ou usar laxante podem ser sinais de transtorno alimentar: procure um serviço de saúde. Antes de mais um procedimento estético, principalmente se você já fez outros e continua insatisfeito, converse com um profissional de saúde mental. Se as compras viraram dívida, não esconda: fale com a família e procure orientação financeira. Se o esgotamento chegou ao corpo, com insônia, tensão constante ou dor no peito, procure um médico. E se aparecer o pensamento de que a vida não vale a pena, ligue para o CVV, no 188, de graça e a qualquer hora, ou para o SAMU, no 192.

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