Alquimia das Virtudes Alquimia das VirtudesBlog · por Isabella Becker
Comportamento

A geração que largou o copo e não largou o vazio

Os jovens de hoje bebem menos do que qualquer geração já medida, treinam mais e comem melhor. É uma conquista de verdade. Mas trocar o copo pelo suco verde não garante que o vazio que o copo tapava foi embora.

Por Isabella Becker · Alquimia das Virtudes

Você não bebe, ou bebe tão pouco que já nem lembra quando foi a última vez. Acorda cedo, treina, cuida do que come, sabe quantos passos deu ontem. E mesmo assim, num domingo à tarde qualquer, com a casa em silêncio e o celular sem novidade, aparece um vazio que nenhuma dessas coisas resolve. Você fez tudo certo, e ele continua ali.

Ou talvez você seja a mãe ou o pai desse jovem. Seu filho parou de beber, ou nunca começou. Vai à academia cinco vezes por semana, toma suco verde, posta o tempo da corrida. Você respirou aliviado, e tem razão em respirar.

Este texto é para as duas pessoas. E começa com uma ressalva, para ninguém ler o que não está escrito. Treinar, comer bem e não beber é ótimo. A saúde dessa geração tende a ser melhor do que a das anteriores, e isso é uma conquista. Um hábito saudável, sozinho, não revela compulsão nenhuma, nem diz nada sobre o quanto alguém amadureceu. O que eu quero mostrar é outra coisa: o objeto pode mudar e o sistema que pedia o objeto continuar o mesmo. E esse sistema não é defeito de ninguém. Todo ser humano tem.

Nunca se bebeu tão pouco

A mudança é grande, e vale ver o tamanho dela. Os números a seguir estão em O Que Nos Prende, o livro novo de Eduardo Casarotto sobre dependências e compulsões.

Nos Estados Unidos, o instituto Gallup pergunta quem bebe desde 1939. Em 2025, só 54% dos adultos disseram beber, o menor número desde o início da pesquisa. Entre os jovens de 18 a 34 anos, metade. E 66% desses jovens acham que até beber com moderação faz mal à saúde. Entre os alunos do último ano do ensino médio americano, os que tinham bebido no último ano eram 75% em 1997 e passaram a 42% em 2024.

No Brasil, o movimento é parecido. O Panorama do CISA de 2025 mostrou que os jovens de 18 a 24 anos que não beberam nenhuma vez no ano passaram de 46% para 64% em dois anos, e que o consumo abusivo nessa idade caiu de 20% para 13%. Entre os estudantes de 13 a 17 anos, a experimentação de bebida alcoólica caiu de 63,3% em 2019 para 53,6% em 2024, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar, do IBGE.

O mercado acompanhou. A cerveja sem álcool cresceu 9% no mundo em 2024, enquanto a cerveja comum caiu. Em 2018, a escritora Ruby Warrington deu nome a uma parte desse movimento num livro chamado Sober Curious: gente que não se diz alcoolista, mas passou a questionar o costume de beber no automático.

O bar está virando academia. A rodada está virando corrida em grupo.

Uma conquista de verdade

Por gerações, o copo foi símbolo. O "vira, vira" no bar, a garrafa cara no centro da mesa, o homem que provava que era homem aguentando a bebida. Na Virtologia, de Eduardo Casarotto, a vida humana em sociedade passa por três ondas: a da sobrevivência, a do poder e da competição, e a da identidade e do propósito. Escrevi sobre elas em Você trabalha pra viver, pra valer ou pra ser?. O copo como troféu pertence à segunda onda.

E os símbolos de poder caem quando a necessidade que os criou desaparece. Não caem por bondade de ninguém. Caem porque deixam de ser necessários. É o que está acontecendo com a bebida como prova de força. Casarotto chama isso de processo civilizador, e eu concordo com ele: é evolução, e é muito bom que esteja acontecendo.

Mas logo em seguida ele faz uma pergunta, e é dela que nasce este texto. Essas pessoas trocaram de faixa, ou só trocaram de onda?

A onda é do mundo, a faixa é sua

As duas palavras parecem iguais e falam de coisas diferentes.

A onda é da civilização. É a linguagem do tempo: o que a sociedade aplaude, o que está na moda, o que pega bem. A faixa é da pessoa. Na Virtologia existem sete Faixas de Evolução, da Faixa Primitiva até o Amor e Caridade Plenos, passando pela Sensação, pelo Pré-Desenvolvimento, pela Consciência Parcial, pelo Sentir e pela Pré-transcendência. O fio que liga as sete é o lugar que o outro ocupa na percepção de cada um. Nas faixas mais primitivas, o outro é ameaça ou objeto de uso. No Pré-Desenvolvimento, é espelho: serve para eu me medir. Na Consciência Parcial, ele começa a ter realidade própria. No Sentir, vira realidade plena. Expliquei as faixas com calma em Onde você está na sua própria evolução?.

O cruzamento entre as duas réguas é simples de dizer: a faixa de uma pessoa determina a onda que ela consegue habitar de verdade. Abaixo da Consciência Parcial, a pessoa vive na primeira e na segunda onda, guiada pela sobrevivência, pelo poder e pela competição. Na Consciência Parcial, ela fica entre as duas, já enxerga a terceira onda mas ainda não mora nela. Só no Sentir ela entra de fato na terceira onda, porque só ali o outro deixa de ser espelho.

"Sem sentir, “propósito” é apenas uma palavra nova para uma estrutura antiga." — Eduardo Casarotto

Então o que acontece quando a cultura muda de onda e a pessoa não muda de faixa? Ela adota a linguagem nova, os objetos novos, a roupa nova. Por dentro, continua funcionando como antes. Trocou de onda. Não trocou de faixa.

O mesmo cérebro pesa o uísque e o suco verde

Para entender por que isso é possível, vale descer um pouco ao cérebro.

Logo atrás da testa ficam duas regiões, o córtex pré-frontal ventromedial e o córtex orbitofrontal, que participam da avaliação do que vale a pena. Mais para o fundo, no meio do cérebro, fica o estriado ventral, onde está o núcleo accumbens, que participa da motivação: é ele que faz você querer de novo o que deu certo da última vez. Juntas, essas regiões formam o que a neurociência chama de rede de valoração.

O achado que importa aqui foi descrito por Levy e Glimcher (2012). Essa rede registra o valor de coisas muito diferentes, como dinheiro, comida, aprovação social, objeto de consumo e droga, numa mesma escala. O cérebro converte coisas que não se comparam numa moeda única, para poder escolher entre elas. É a moeda comum do valor.

Isso explica uma coisa que parece estranha. O cérebro não tem uma gaveta para o uísque e outra para o suco verde. Ele tem uma balança só. Se o uísque caro pesava porque trazia a sensação de ser alguém, o suco verde fotografado pode pesar pelo mesmo motivo. O líquido mudou. O que estava sendo buscado com ele pode não ter mudado nada.

Na Virtologia, o que está sendo buscado tem nome. É a necessidade de Importância, uma das 51 necessidades humanas. E quem cuida dela é o SNO, o Sistema Neurofuncional do Orgulho. Orgulho, aqui, não é arrogância. É o sistema antigo, que todo mundo carrega, que quer ter importância para não ficar fora do grupo. E ele mede importância de um jeito só: por comparação. Expliquei esse sistema em O orgulho não é o que você pensa.

Quando o SNO continua no comando, a troca acontece quase sem ninguém perceber. Em vez da garrafa cara, o suco detox. Em vez do charuto, o abdômen. Em vez da rodada paga no bar, o tempo da corrida postado no aplicativo. É ainda a mesma necessidade. Só trocou o símbolo.

Quando a saúde vira vitrine

Casarotto descreve as roupas que o orgulho veste, e algumas enganam todo mundo porque parecem o contrário do orgulho. Uma delas é a simplicidade anunciada. "Gosto mesmo é de arroz com feijão." "Não ligo para roupa cara." Quando a pessoa precisa anunciar isso, ela está pedindo aprovação: valho mais porque sou mais simples do que você. Ele dá o exemplo do grupo que diz "nós aqui não ligamos para Ferrari, andamos de boi". Parece humildade. É o mesmo orgulho, com outro objeto.

Com a saúde pode acontecer a mesma coisa. Eu ganhava importância por ser simples, e agora ganho também por ser saudável. Num estudo australiano com 130 mulheres de 17 a 30 anos, quem viu fotos de "fitspiration", aquelas imagens de corpo definido que deveriam inspirar, ficou mais insatisfeita com o próprio corpo do que quem viu fotos de viagem (Tiggemann e Zaccardo, 2015). E essas imagens nem fizeram as pessoas se exercitarem mais (Robinson e colaboradores, 2017). Só aumentaram a comparação.

O exercício também pode virar compulsão. Um estudo com 1.665 frequentadores de academia encontrou sinais de risco de dependência de exercício em 30,7% deles, e em 60,2% dos que tinham sinais de transtorno alimentar (Trott e colaboradores, 2020). As compulsões que a sociedade elogia, como o trabalho, o treino e a estética, merecem um texto só delas, e ele está em O vício que todo mundo aplaude.

A pergunta que a Humildade faz diante disso é sempre a mesma. Não é o que você tem ou deixa de ter. Não é se você bebe, treina ou come salada. É se você precisa disso para valer alguma coisa.

O copo era a tampa

Na Virtologia, antes de qualquer desejo existe uma falta. Casarotto chama de Falta de Unidade: a sensação de fundo de não estar inteiro, de estar separado de algo maior. Ela não é doença nem defeito de caráter. É a condição de quem nasce humano. O que muda de pessoa para pessoa é o que cada um faz com ela.

Por gerações, a gente achou que a bebida, o cigarro e o poder iam preencher esse buraco. Que o homem com a garrafa cara, o carro e a mesa cheia de amigos no bar ia estar completo. Não ficou. A Falta continuou ali, porque nenhum objeto fecha a Falta de Unidade.

E já existem sinais de que a troca de objeto não fechou o buraco nesta geração. Os pesquisadores que estudam a queda do uso de substâncias entre adolescentes da Europa e da América do Norte viram que ela acompanhou a queda dos encontros com amigos à noite: a geração que bebe menos também sai menos (De Looze e colaboradores, 2019). Nos Estados Unidos, onde o número de pessoas que bebem está no ponto mais baixo da série, 25% dos homens de 15 a 34 anos disseram ao Gallup, em 2025, ter sentido muita solidão no dia anterior. E aqui no Brasil, na mesma pesquisa em que a experimentação de álcool caiu, 26,1% dos estudantes de 13 a 17 anos disseram sentir, na maior parte do tempo, que ninguém se preocupa com eles. E 18,5% sentiram que a vida não vale a pena.

Beber menos não causou isso. Casarotto é claro nesse ponto, e eu também quero ser. O que acontece é que as duas coisas estão juntas, na mesma geração.

"O copo saiu. O vazio ficou. Porque o copo nunca foi a causa do vazio. Ele era só a tampa." — Eduardo Casarotto

A partir daí ele faz uma previsão, e eu a trago como previsão, não como fato. A nova geração está procurando a completude numa vida saudável, com treino e com propósito. É muito melhor do que o que veio antes. Mas, se esse propósito não nascer de quem já não precisa provar nada, o vazio volta a aparecer. Ainda não vimos o efeito disso. Talvez a próxima geração veja.

Para quem você faz

Se você se reconheceu no primeiro parágrafo deste texto, não precisa largar nada para começar a investigar. Casarotto usa quatro perguntas para olhar qualquer objeto que possa estar tapando a Falta: é prazer ou alívio, para quem você faz, o que acontece quando ninguém vê, desde quando. Eu as explico uma a uma em Ninguém fuma só nicotina. Lá o objeto é o cigarro ou o copo, mas elas servem igualmente para o treino, para a dieta e para o copo que você não bebe mais. Elas não fecham diagnóstico. E responder não exige parar o hábito para testar a própria vontade.

Aqui eu proponho um passo a mais, pensado para quem trocou o copo por um hábito que todo mundo elogia: observar esse hábito na prática, durante uma semana.

Uma semana com o hábito que entrou no lugar do copo

Olhar o símbolo, não o objeto. O objetivo não é largar o treino nem voltar a beber. É descobrir se o hábito novo está cuidando de você ou carregando o mesmo peso que o antigo carregava.

  1. Escolha um hábito só. O treino, a dieta, o relógio que mede os passos, o suco da manhã, a bebida que você recusa na festa. Um.
  2. Faça uma vez sem plateia. Treine sem postar nem registrar o tempo no aplicativo. Coma sem fotografar o prato. Recuse a bebida na festa sem anunciar que não bebe. Uma vez nesta semana basta.
  3. Anote o que veio depois. Leveza, indiferença, ou uma pequena queda, como se aquilo não tivesse contado. A queda é a pista de que o hábito estava trazendo reconhecimento.
  4. Conte as vezes em que a plateia foi consultada. Antes de escolher a roupa, o prato ou o horário do treino, quantas vezes passou pela cabeça "o que vão achar"? Não tente calar a pergunta. Só conte. Esse número tem a ver com a Individuação, de que eu falo mais adiante.
  5. Procure algo que te dê valor sem virar foto. Um almoço com alguém, sem celular na mesa. Uma conversa que não vai virar post. Uma tarde com um amigo, sem nada para mostrar depois. Repare se isso também deixa você em paz, mesmo sem registro.

Se as anotações apontarem para o reconhecimento, isso não é motivo de vergonha. É informação. O orgulho não é um defeito que alguns têm e outros não. É um sistema antigo, e ele só se desliga do troféu quando aprende outro jeito de saber que tem valor.

O que os pais podem observar

Se você é a mãe ou o pai desse jovem, comemore. A troca é boa. Mas observe, e observe com perguntas, não com vigilância. Ele treina para cuidar de si ou para ser visto? Está em paz com o corpo ou em guerra com ele? Tem amigos de verdade, com quem conversa sem tela no meio, ou tem seguidores do treino? Tem um "para quê" na vida, alguma coisa que ele queira construir e que não caiba numa foto?

E olhe também para dentro de casa, sem acusação. A pesquisadora Rebecca Puhl estudou quase 14 mil pessoas num programa de controle de peso em seis países. Entre 56% e 61% já tinham sofrido preconceito pelo peso, e a origem mais citada foi a própria família (Puhl e colaboradores, 2021). A piada sobre o peso no almoço de domingo, a comparação entre irmãos, o "você está gordinho" dito com carinho. Ninguém faz isso por maldade. É o mesmo SNO que todo mundo carrega, passado adiante sem que ninguém perceba. Casarotto propõe uma troca simples de dizer e difícil de fazer: trocar a régua do corpo pela régua do caráter. Elogiar o que o filho fez por alguém, e não o quanto ele emagreceu. É isso que ajuda alguém a mudar de faixa, e não só de onda.

O que muda a faixa

Faixa não se troca por decisão nem por moda. Sobe de faixa quem pratica virtude todos os dias, até ela virar caminho no cérebro. E, na Virtologia, nenhuma virtude trabalha sozinha. A ordem segue a Pirâmide das 33 virtudes: primeiro a Base do Tratamento, depois o Desenvolvimento, e o Topo como horizonte.

A Humildade abre. Ela é a virtude que mexe direto no SNO. Trabalhar Humildade, aqui, é deixar de precisar do troféu para valer alguma coisa, seja ele o copo, o abdômen ou o tempo da corrida. Quando a fome de importância diminui, o símbolo perde o brilho sozinho.

A Abnegação entra em par com a Humildade, desde o começo. Ela mexe no outro sistema antigo, o SNE, o Sistema Neurofuncional do Egoísmo, que pesa o meu ganho contra o do outro. A Abnegação devolve o outro à cena. É o treino que não rouba a única hora livre do filho. É a dieta que não transforma o almoço de domingo num tribunal sobre o prato de cada um.

Depois vem o resto da Base, sem fila fixa entre elas. A Individuação é a de que essa geração mais precisa, e Casarotto dá para ela um marcador fácil de observar: a plateia imaginária deixa de ser consultada. Na prática, você escolhe a roupa, o prato e o treino sem perguntar por dentro o que vão achar. A Aceitação é fazer as pazes com o corpo que existe, e não com o da foto. A Responsabilidade tira a pessoa do lugar de quem culpa os outros pelo próprio vazio. A Perseverança encurta o tempo entre falhar e tentar de novo.

Para quem trocou de objeto e manteve o sistema, a combinação canônica é a da identidade, da Persona, da autenticidade e do propósito: Humildade, Individuação, Verdade, Pureza de Coração e Responsabilidade. A Verdade e a Pureza de Coração são do Desenvolvimento e só se sustentam depois da Base. A Verdade aproxima o que você é do que você mostra. A Pureza de Coração tem um marcador bonito: você entra num lugar sem varrê-lo com os olhos para ver quem está mais magro, mais bem vestido, mais em forma.

Para quem ainda está no copo, no cigarro ou em outra droga, e olha para essa geração saudável com vergonha, a combinação canônica é a do vício, da compulsão, do impulso e do imediatismo: Humildade, Abnegação, Verdade, Brandura, Paciência, Responsabilidade e Aceitação. Você não precisa imitar ninguém. Precisa vencer a mesma coisa que muitos deles ainda não venceram. A Brandura e a Paciência são do Desenvolvimento e vêm depois da Base. Mais adiante, a Busca do Melhoramento devolve a conquista de verdade, a que demora, no lugar do troféu instantâneo. Ela pede antes a Humildade, o Perdão e a Perseverança.

E o Cuidado com o Corpo, que parece ser a virtude dessa geração inteira, também é do Desenvolvimento. Ele exige antes a Humildade, a Aceitação e a Individuação. Sem elas, o cuidado vira vitrine, rejeição ou obediência ao grupo. Com elas, o treino muda de sentido. No Sentir, a frase que descreve o cuidado com o corpo é esta: "Cuido do meu corpo para que ele sirva ao meu propósito." A comida não perde o sabor, o treino não perde a graça. Perdem o símbolo.

No Topo fica a Ajuda ao Próximo, como horizonte, e o marcador dela diz muito para quem vive de foto: você ajuda e ninguém fica sabendo. É ali que o propósito deixa de ser palavra nova.

O que essa geração ainda pode ganhar

"A grande vitória não vai ser quando ninguém mais beber. Nem quando todo mundo treinar. A grande vitória vai ser quando a gente, de fato, vencer o SNO." — Eduardo Casarotto

Quando isso acontece, a pessoa treina porque cuida do corpo que tem, e não para ser aplaudida. Come bem porque o corpo merece, e não para mostrar que come melhor do que o vizinho. Deixa de beber porque já não precisa de tampa nenhuma. E o propósito aparece como o lugar natural de quem já se sabe inteiro e quer cuidar do outro.

Essa geração já fez a parte mais visível da mudança. A parte que falta não aparece na foto, e por isso mesmo é a que vale a pena treinar. Aí o copo vai ser só um copo, e o suco verde, só um suco.

Se você bebe todos os dias e decidiu parar, converse antes com um médico. A abstinência de álcool pode ser perigosa e às vezes precisa de acompanhamento. No SUS, o CAPS AD é o serviço de referência para quem tem problema com álcool e outras drogas. Se o treino, a comida ou a balança passaram a mandar na sua vida, procure também um profissional de saúde. E se você, ou um filho seu, tem sentido que a vida não vale a pena, isso é urgente e não é assunto para resolver sozinho: ligue para o CVV no 188, a qualquer hora, ou para o SAMU no 192 se houver risco imediato.

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